Focinho de porco alimenta a China e o mercado mundial

País asiático compra partes do suíno que são ignoradas pelos americanos

Publicado em 16/08/2016

Comer o focinho de porco não é um hábito muito comum nos países ocidentais, mas nos países asiáticos, a tradição é aproveitar todas as partes do suíno. Isso significa uma grande oportunidade de negócio para diversos países produtores de animais, incluindo os EUA.  

O site da revista Exame divulgou que as exportações de carne suína para a China continental, incluindo miúdos, subiram 117% em 2016 quando comparado ao ano de 2015. O país poderá comprar até 5% da produção americana neste ano, segundo Dermot Hayes, economista agrícola da Universidade do Estado de Iowa em Ames, Iowa, nos EUA. 

No entanto, não são só os criadores americanos que estão animados com o mercado, a Europa, o Brasil e o Canadá também estão na briga. “A Europa ganhou uma parcela substancial de participação de mercado nos últimos anos e não desistirá disso facilmente”, disse Steve Meyer, vice-presidente de análises de carne suína da Express Markets, em entrevista.

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